terça-feira, 1 de novembro de 2011

Tá tudo dominado!


Há quem diga que o Brasil é um estado laico. E, esse indivíduo está certo. Nossa constituição corrobora tal sentença. Está lá, para quem quiser ver, ou ler, tanto faz. Religião e governo, aqui, onde ouvimos do Ipiranga um brado retumbante, às margens plácidas, estão separados! Exultante, não é mesmo? Eu diria que sim, pois nossos representantes, eleitos democraticamente (?), estão sentados na confortável poltrona da separação entre estas duas instituições.
Mas, todavia, entretanto, porém, contudo, a prática não parece considerar a teoria. Na verdade, escarnece desdenhosamente (isso é pleonasmo?) deste artigo constituínte! Vamos escancarar (se é que precisa): nosso estado é refém histórico dos interesses religiosos, especialmente do proselitismo acintoso cometido por um grupo, em particular. Já sabem de quem estou a falar, ou escrever (ah, tanto faz vai), não é mesmo? Católicos!! Somos, como federação, soberanos de meia pataca quando o assunto, seja ele qual for, envolve o interesse da alta cúpula do credo apostólico-católico-romano. Sincretismo? Talvez no léxico. Talvez.
Nos prédios públicos, o simbolo máximo do cristianismo é imposto com uma unilateralidade furibunda, me dou o direito de adjetivar. Principalmente se outras crenças forem levadas em consideração (não, eu nas as levo, mas é esclarecedor ilustrar meu argumento com outros credos) nos seus direitos, completamente assegurados pela lei, de terem seus símbolos apregoados donde quer que seja, uma vez que resguardem o respeito à descrença, também (tá difícil...).  
Estado laico, secularista, é, infelizmente (mesmo!), uma utopia na mais inflexível acepção da palavra, para a infelicidade geral de uma nação explorada, extorquida, vitimizada, violentada nos seus direitos mais básicos, que paga juros sobre juros todo santo (ops!) mês em razão da covardia, nenhum pouco velada, de um Estado servil aos caprichos cruéis da religião. Quer que eu os cite? Ei, em que país você vive? Em uma terra secularista é que não é. 
Ah, ia me esquecendo das escolas púlicas (que vergonha)... 

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