Hoje vou expor minha irritação sobre a cegueira que assalta boa parte - senão todos - dos crentes (sem conotações pejorativas ao termo, por favor, caso contrário vão deixar de lado todos os píos aos quais me dirijo) colocados diante daquilo que vou chamar de "O dilema da crença ignara". Do que estou falando? Vou dar um exemplo, que ilustra todos os casos semelhantes: um ônibus cai num precipíco e causa a morte de todos os passageiros, menos um, é claro. Como assim, "é claro"? Claro porque este felizardo- ou nem tanto assim - é o que basta para a afirmação imediata de que a mão divina foi a reponsável pela sua sobrevivência. Ou como explicar tal fato? Só pode ter sido o legislador cósmico, ora essa!
Então, é aí que o tal dilema, supracitado, entra em cena. Se o arquiteto inteligente quis provar sua existência, por que deixou várias pessoas se ferrarem (isso é eufemismo?) e um único (traumatizado pra cacete a vida toda, provavelmente) infeliz vivo? Por que ele precisa deste meios nada sutis para dizer-nos, "ei, tão vendo como eu sou misericordioso"? Por que as pessoas insistem em ver, nestas desgraças, o acaso como milagre? (Sem falar dos familiares daquela gente toda que foi pras cucuias, e vão chorar uma vida inteira suas perdas). Dilema da crença ignara! Taí a resposta. E não vale correr e pedir ajuda para o lívre arbítrio, por mais que não faça sentido algum tal desespero metafísico. Acho que fiz um bem à humanidade e criei uma teoria nova que explica toda essa verborragia milagreira! Êita nóis!
E se você acha que isso ( só isso?) não é nenhum pouco irritante, é porque já está atolado na sutileza falaciosa do dilema. Mas, não fique assim, ainda é tempo de enfurecer-se contra esta ignorância, e mandar sua deficiência para os infernos!

Seu blog é muito bom!
ResponderExcluirParabéns!
Obrigado, Virgínia. Fique à vontade, a casa é sua!
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