Se não me falha a memória, cerca de 30% da população mundial é cristã. Bem, uma vez que somos, atualmente, 7 bilhões, e que um número considerável deste montante é de crianças, que só pertencem à alguma religião por pura estupidez dos seus pais, é razoável afirmar que um percentual ainda menor de homens e mulheres acreditam em Cristo.
E você pergunta: e daí, Victor?
Bem, e daí que esses respeitáveis cristãos desconsideram, por ignorância ou conveniência, ou a soma dos dois (o que é, para mim, a mistura mais provável) a falta absoluta (e quando uso este termo tão taxativo, o faço sem receio de mostrar qualquer intolerância) de evidências (provas concretas) Históricas para a existência do messias que dividiu a história ocidental em antes e depois dele. Sendo assim, como é possível (e não vou dizer que a resposta está na especulação que fiz algumas linhas acima) que uma parcela nada significativa de primatas que pensam que pensam continuem a influenciar tão decisivamente a política e a economia mundial usando como justificativa os imperativos morais (que deixou bem claro que você irá queimar no inferno, literalmente, se não acreditar nele) de uma personagem fictícia?
A resposta, é claro, pode ser investigada nas réplicas imediatas e emocionadas não só de fervorosos defensores apedeutas (a maioria, obviamente), mas também nos inflamados e irascíveis argumentos dos intelectuais cristãos (isso é uma piada, né?) que nos derramam calhamaços de documentos "verossímeis" sobre a existência do redentor.
Ah, fala sério!!! Se você ainda não sabe, temos um número belíssimo de culturas, civilizações, muito mais antigas que o surgimento do cristianismo que nos contam a mesma história: um deus, ou salvador, nascido de uma virgem, que ressucitou tres dias após a sua morte, e blá, blá, blá, todo o espectro da historinha do ungido mais famoso de todos, até agora. Como, meu deus (eheheh), como, ainda nos deparamos com adultos que negam esse esclarecedor detalhe? Mais uma vez: ignorância e medo. Ignoram os fatos e temem-no como o diabo à cruz (hoje estou demais), pois tirar-lhes a esperança (Nietzsche estava bem certo ao dizer que esta é o pior flagelo da humanidade, neste caso) de uma vida além túmulo (porque nesta aqui tá difícil) cheia de recompensas ao lado daquele que está sentado ao lado direito (olha a intolerância com os canhotos...) de deus pai (sexismo...) todo poderoso.
Então, meus queridos, e queridas, defensores fervorosos de JC, que muito provavelmente deveria estar na mesma estante onde encontramos o Super-Homem, a Pedra Filosofal e Guerra dos Tronos, façam o favor de esclarecer sua resolutas sentenças morais e éticas se quiserem sustentá-las nas costas de uma personagem tão crível quanto seu inefável Pai.
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