terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cinco minutos com Jesus


Se não me falha a memória, cerca de 30% da população mundial é cristã. Bem, uma vez que somos, atualmente, 7 bilhões, e que um número considerável deste montante é de crianças, que só pertencem à alguma religião por pura estupidez dos seus pais, é razoável afirmar que um percentual ainda menor de homens e mulheres acreditam em Cristo.
E você pergunta: e daí, Victor?
Bem, e daí que esses respeitáveis cristãos desconsideram, por ignorância ou conveniência, ou a soma dos dois (o que é, para mim, a mistura mais provável) a falta absoluta (e quando uso este termo tão taxativo, o faço sem receio de mostrar qualquer intolerância) de evidências (provas concretas) Históricas para a existência do messias que dividiu a história ocidental em antes e depois dele. Sendo assim, como é possível (e não vou dizer que a resposta está na especulação que fiz algumas linhas acima) que uma parcela nada significativa de primatas que pensam que pensam continuem a influenciar tão decisivamente a política e a economia mundial usando como justificativa os imperativos morais (que deixou bem claro que você irá queimar no inferno, literalmente, se não acreditar nele) de uma personagem fictícia?
A resposta, é claro, pode ser investigada nas réplicas imediatas e emocionadas não só de fervorosos defensores apedeutas (a maioria, obviamente), mas também nos inflamados e irascíveis argumentos dos intelectuais cristãos (isso é uma piada, né?) que nos derramam calhamaços de documentos "verossímeis" sobre a existência do redentor.
Ah, fala sério!!! Se você ainda não sabe, temos um número belíssimo de culturas, civilizações, muito mais antigas que o surgimento do cristianismo que nos contam a mesma história: um deus, ou salvador, nascido de uma virgem, que ressucitou tres dias após a sua morte, e blá, blá, blá, todo o espectro da historinha do ungido mais famoso de todos, até agora. Como, meu deus (eheheh), como, ainda nos deparamos com adultos que negam esse esclarecedor detalhe? Mais uma vez: ignorância e medo. Ignoram os fatos e temem-no como o diabo à cruz (hoje estou demais), pois tirar-lhes a esperança (Nietzsche estava bem certo ao dizer que esta é o pior flagelo da humanidade, neste caso) de uma vida além túmulo (porque nesta aqui tá difícil) cheia de recompensas ao lado daquele que está sentado ao lado direito (olha a intolerância com os canhotos...) de deus pai (sexismo...) todo poderoso.
Então, meus queridos, e queridas, defensores fervorosos de JC, que muito provavelmente deveria estar na mesma estante onde encontramos o Super-Homem, a Pedra Filosofal e Guerra dos Tronos, façam o favor de  esclarecer sua resolutas sentenças morais e éticas se quiserem sustentá-las nas costas de uma personagem tão crível quanto seu inefável Pai. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Antes do nada? Nada.


Você sabe o que foi o Big-Bang, não é mesmo? Aquela explosão (tudo bem, os cientistas sabem que, na real, não foi uma explosão de fato) que originou o universo há cerca de 13,5 bilhões de anos (um pouco mais, um pouco menos). Muitos teístas aceitam este fato científico (fato científico, para mim, é pleonasmo vicioso, mas esta é outra história...) tranquilamente, sem que suas crenças sejam comprometidas por esta evidência. O que os tira do sério, ao que parece, é a resposta da ciência a uma perguntinha básica:
Ok, o Big-Bang gerou o universo, mas me diga uma coisa, o que havia antes do grande "Cabum"? 

E os cientistas, plácidos, tranquilos com o que vem a seguir, mandam: nada. Isso mesmo, caro leitor, nada! Mas, como assim? As coisas não surgem do nada! Para todo efeito há uma causa! É física, meu chapa, física! 
Isso parece um argumento insofismável, não é mesmo? É, só parece, se você realmente acredita que sabe alguma coisa sobre Física (com letra maiúscula, por favor!). E sabe porque? Porque os cientistas sabem (quanto sabe, um atrás do outro!), há algum tempo que as coisas podem vir do nada, sim. E elas acontecem a toda hora. Em nível subatômico, as coisas vem do nada e vão sabe-se lá pra onde, a todo instante. É tão corriqueiro, que este fato em si já é, creio, enfadonho para a comunidade científica. O que deve gerar euforia, ainda, é saber a razão dito. Isso sim!
E o que o nível subatômico tem a ver com a criação do universo, afinal de contas? Tudo! Este senhor de distâncias incalculáveis foi originado em um buraco-negro (uma estrela que consegui eclipsar-se e que suga tudo, até a luz, tamanha força gravitacional desta belezinha), que tem as mesmas propriedades físicas das partículas malucas que a física quântica estuda há algum tempo. Ou seja, o universo, assim como as inescrutavelmente diminutas partículas do leite que você toma no seu café da manhã, apareceu do nada! E, como nos buracos-negros até mesmo o tempo pára, literalmente, não havia tempo para justificar um "antes". 

Entendeu? Não? Mas como???

Veja por este lado: se você acha que, mesmo aceitando a teoria (e teoria não é algo a ser provado, apenas no "papel" ainda, please) do Big-Bang, alguma coisa - deus, ou uma força criadora inteligente, que seja - necessariamente precisa ter iniciado o processo, você está equivocado, pois as leis naturais que regem tudo no vasto aglomerado de matéria, energia e espaço (certo, Einstein, simplificou isso, unindo matéria e energia) explicam satisfatoriamente como as coisas podem, e surgem, do nada. Isso, para mim, e para um número significativo de carinhas que chafurdam em horas e horas de pesquisa, de estudo intenso, e que tem muito, mas muito mesmo, para nos ensinar, é muito mais elegante (aliás, é muito mais incrível) que um dedo mágico apontando para o nada e dizendo: faça-se a luz (é assim que se diz?)!

Então, antes de sair por aí dizendo que nada vem do nada, que tal informar-se um pouquinho mais? 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A verdade está lá fora?


Nosso universo tem, aproximadamente, 1 bilhão de trilhões de estrelas. Só a nossa galáxia tem 400 bilhões de estrelas. O quão provável é a possibilidade de existir vida fora do nosso pálido ponto azul (ah, Sagan, meu herói)? Em respeito a verdade, alguns cientistas já nos forneceram evidências de fósseis bacterianos em meteoritos vindos de Marte, pois há muito tempo, parece,a superfície deste planeta fora coberta de água, e onde há água, há uma chance enorme de existir vida. Mas são simples bactérias, não há graça nenhuma nisso (lembre-se que nós já fomos simples bactérias, antes de considerar isto um tédio). 
E vida, sendo mais específico, inteligente? 
Apesar da insuperável - ou algo perto disso - vontade de muitos em responder prontamente que sim, existe vida inteligente (aqui mesmo, a coisa é rara) fora da Terra, não há uma evidência sequer, até hoje (2 de dezembro de 2011), que sustente a afirmação categórica de muitos crédulos a respeito da existência de seres que tenham vindo de algum outro lugar deste nosso gigantesco universo. Todas as alegações, quando postas sob a observação rigorosa do método científico, são desqualificadas de imediato e, por consequência, explicadas como fenômenos há muito conhecidos pelos cientistas. 
Poxa, quer dizer então que estamos sozinhos nesta vizinhança galática nada modesta em termos geográficos? Eu, tampouco os mais sérios e respeitados astrônomos e astrofísicos, afirmamos isto. Consideramos (eu não estou me colocando no mesmo patamar que estes caras, por favor) que há boas chances de existir vida inteligente "lá fora", e a ciência até mesmo já encontrou um, ou outro, planeta que parece fornecer algumas (veja bem, eu disse algumas) das condições necessárias para o abrigo da vida "como" a conhecemos (outro tema de muito debate), mas nada além disso. Nadica de nada. 
Para os entusiastas, um número desconcertante de aparições "provam" que estamos sendo visitados. Há uma biblioteca inteira de livros que nos garantem isso. Um número maior ainda de pessoas, até bem intencionadas, que juram de pé junto, já terem visto espaçonaves e ETs. Mas, revelador mesmo é o número 99,3%. Este é o número de OVNIs identificados (engraçado, não é mesmo? eu acho) pelos observadores imparciais e até mesmo por astrônomos amadores (balões meteorológicos são os campeões de confusão), usando um pouco só de conhecimento científico (vale lembrar que, infelizmente, parece que a maioria da população mundial é analfabeta cientificamente).  
E, que mal há, de qualquer jeito, em crer que estamos, apesar de todas as provas contrárias, sendo visitados por ETs ultramegahiperevoluídos que vivem a nos abduzir e tem uma incompreensível obsessão por experiências de natureza sexual? Que tal esta resposta: tal crença lhe deixa fragilizado e muito mais exposto ao primeiro charlatão que usará esta para explorá-lo (financeiramente na maioria esmagadora das vezes), provocando um enorme prejuízo material e emocional não só à sua pia pessoa, mas, provavelmente, àqueles que vivem próximos à você e que não partilham deste fervor alucinatório.  
A verdade está lá fora? Pode até estar, mas antes você precisa procurar pelas que estão aqui, primeiro.